domingo, 18 de julho de 2010

Dúvidas




Dúvidas








As dúvidas são...
os caminhos da alma,
uma mistura de desejos;
desejos pela dor,
desejos pelo amor,
pelo carinho,
pela aventura.




Nenhum ser é provido de dúvidas
No fundo, cada qual sabe domar suas vontades
mas há o medo,
o medo de ser o errado
o medo de ser o certo demais
o medo de ser perfeito.


Daí as dúvidas...


A dúvida corrói
castiga
maltrata
ou acalenta
incentiva
sacia...
A verdade é que,
todo ser vive na dúvida
Mas a pior e mais amaldiçoada,
é a dúvida de que poderia ter dado certo.




A.O.R

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Filho de peixe, peixinho é!






Um pequeno e merecido espaço para Luís Fernando Veríssimo, filho do renomado Érico Veríssimo e escritor que mais vende livros no Brasil. É consagrado por seu estilo humorístico e uma série de cartuns e histórias em quadrinhos. O primeiro livro "O Popular" foi publicado em 1973. Atualmente o autor escreve para os jornais Zero Hora, O Estado de São Paulo e O Globo. Algumas de suas crônicas foram publicadas nos Estados Unidos e na França em coletâneas de autores brasileiros.
Segue um texto de sua autoria:

"Minha mulher e eu temos o segredo de fazer um casamento durar: duas vezes por semana vamos á um ótimo restaurante, com uma comida gostosa, uma boa bebida e um bom companheirismo. Ela vai às terças-feiras e eu às quintas. Nós também dormimos em camas separadas: a dela é em Fortaleza e a minha em São Paulo.
Eu levo minha Mulher à todos os lugares, mas ela sempre acha o caminho de volta. Perguntei à ela onde ela gostaria de ir no nosso aniversário de casamento "em algum lugar que eu não tenha ido á muito tempo!" ela disse. Então, sugeri a cozinha.
Nós sempre andamos de mãos dadas... se eu soltar, ela vai ás compras!
Ela tem um liquidificador, uma torradeira e uma máquina de fazer pão, tudo elétrico. Então, ela disse: "Nós temos muitos aparelhos, mas não temos lugar para sentar". Daí comprei para ela uma cadeira elétrica.
Lembrem-se: o casamento é a causa número um para o divórcio. Estatísticamente, 100% dos divórcios começam com o casamento. Eu me casei com a "senhora certa". Só não sabia que o nome dela era "sempre".
Já fazem dezoito meses que não falo com minha esposa. É que não gosto de interrompê-la. Mas, tenho que admitir, a nossa última briga foi culpa minha. Ela perguntou: "O que tem na TV?" E eu disse: "Poeira!"

Por Luís Fernando Veríssimo

sábado, 12 de junho de 2010

Enfim!

Amigos, terminei a monografia!! UFA! :)
Estou muito feliz, o resultado não podia ter sido melhor: 10, e com louvor e mais...está rendendo ótimos frutos...a pós-graduação e quem sabe uma publicação!
Em breve, estará disposta aqui por capítulo!
Beijos e beijocas!

sexta-feira, 14 de maio de 2010


SUGESTÃO DE LIVRO


LITERATURA E SOCIEDADE, DE ANTONIO CANDIDO.

ANTONIO CANDIDO É UM CRÍTICO LITERÁRIO, AUTOR DE MUITAS OBRAS QUE SÃO ESSENCIAIS NO ESTUDO DE LETRAS. ESSE TÍTULO A QUE ME REFIRO CUSTA R$ 37,00 EM SITES NA INTERNET E É UM ÓTIMO ALIADO NA CONSTRUÇÃO DE MONOGRAFIAS E TESES.

VALE A PENA CONFERIR!

LINDO SONETO


UM SONETO QUE AMO...MUITO!

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SONETO DE FIDELIDADE

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De tudo ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

dele se encante mais meu pensamento.

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Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento.

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E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama

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Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.

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Vinícius de Moraes, "Antologia Poética", Editora do autor, RJ,1960, pág.96.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

LÚCIA POR TRÁS DAS LETRAS DE ALENCAR


A SOCIEDADE DA PERSONAGEM LÚCIA, DO ROMANCE LUCÍOLA DE JOSÉ DE ALENCAR.


O Rio de Janeiro do século XIX, período em que se passam os acontecimentos do romance Lucíola, guarda costumes e usus consequentes do modo único europeu. Foi uma era de grandes avontecimentos, inclusive o processo de industrialização, que foi a surta inauguração de indústrias ue produziam artigos que antes era exportados do exterior. O Rio de Janeiro ra uma cidade heterogênia, com mansões e palacetes ao lado de bairros miseráveis. Na Rua do Ouvidor podia-se encontrar a última moda de Paris. A mulher buscava a vaidade francesa: sedas, chapéus, leques, perfumes, etc. A figura feminina desta época frequentava bailes e teatros da alta sociedade e fazia compras nas mais luxuosas ruas cariocas. Uma sociedade de aristocratas cultos e exigentes. Nos palacetes de Laranjeiras falava-se francês nas noites de gala. É neste cenário que está Lúcia, vista pela sociedade com uma altivez, elegância, vestes e comportamentos típicos de uma realeza, mas que em contrapartida, guarda outro aspecto: o impulsivo e erótico de uma cortesã luxuriosa, Nesta época, as belas cortesãs gozavam do mesmo tipo de popularidade das atrizes ou de mulheres aristocratas e ricas. Suas vidas pertenciam mais à sociedade em que viviam do que a elas próprias.

A protituta sempre foi uma figura polêmica que esteve com frequência, presente nas produções artísticas e literárias. Alencar, que já era um escritor de prestígio, com funções políticas-administrativas e atividades na imprensa, reconheceu em sua obra Lucíola (1962), os padrões de conduta e os valores da sociedade brasileira que, neste momento, passava por profundas transformações, já que era uma sociedade movida pelo poder econômico. Alencar despreza e critica os comportamentos burgueses, não só na obra Lucíola, como também em sua peça, As asas e um anjo (1958), que também tinha como tema a prostituição.